segunda-feira, 23 de junho de 2008

JIVM - TEMPLO



T E M P L O
Para Cecília Meireles


Cecília não é nome para se colocar em filha.
Cecília é única. Uma deusa que conheço.

Ela habita nas esferas do delírio.
Seus versos são de veludo e acariciam os meus sentidos.
O olor que exala de suas estrofes é um bálsamo para o meu ser.

Cecília é um templo de muitas faces.
As canções que estão na sua poética são luminosas.
Cecília é um templo dentro do poeta que sou.


JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

5 comentários:

CLAU disse...

Que José Inácio é poeta todo mundo sabe. Mas, à força de seus versos, é preciso repetir:
é poeta, é poeta, é poeta, é poeta, é poeta, é poeta, é poeta, é poeta, é poeta...
Abraço fraterno!
Cláudia Cordeiro
http://blog.trilhasliterarias.com/

Analuka disse...

Os títulos de teus livros são ultra inspirados, e inspiradores!...(ALK)

Anônimo disse...

Poema-Homenagem
VINHO-VERBO
Para Clarice Lispector (In Memoriam)

A ficção de Clarice Lispector
Tem a ver com o horror dela
À inevitabilidade do nó
Vinho-Verbo
Existir
Entre os ofídios de suas sete paredes

A ficção de Clarice Lispector
Diz de uma usina de lucidez
No arame dos palavreiros
(Vinho-Verbo)
Em dolor
Pelos conflitos do se fugir de si...

A ficção de Clarice Lispector
Na sintaxe de sua flor fêmea
Troça seus desespelhos
Vinho-Verbo
Sobreviva
No fio de navalha de trilhas goivas

A ficção de Clarice Lispector
Engalana ao léu presencial
Tácita nudez in desdizer
Vinho-Verbo
O self
Do ser de si em medo labiríntico

A ficção de Clarice Lispector
Ultrapassáros - tópicos frasais
Olho avelã - noiteadeira assim
Vinho-Verbo
Exercita-
Se - na olaria-ourives panurgismos

A ficção de Clarice Lispector
Desabandono, tear, tessitura
Põe a feminilidade-quartzo
(Vinho-Verbo)
Na demão
De alumbrada expectativa-cárcere

A ficção de Clarice Lispector
Purgação e fermento (mosaico-dor)
Na técnica da algaravia
Vinho-Verbo
(Cianureto
Na desconstrução do sórdido bicho-ser)

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A ficção de Clarice Lispector
Oxigena-a, lírio laranja, alma nau
Pondo pingos nas cicatrizes
(Vinho-Verbo)
Decodificando
A espécie humana bárbara de tez chão.
-0-
Silas Corrêa Leite - E-mail; poesilas@terra.com.br
Autor do e-book de sucesso O RINOCECRONTE DE CLARICE no site: www.itarare.com.br
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm

Zenilda Lua disse...

Gosto muito desse acalanto, desta misturança que fazes, a forma como entrelaças teus poemas aos dos outros poetas. Um misto de prazer, encantamento e prata derretida. Polindo a arte com as flores da interação e coletividade.
Palmas! Palmas! Palmas!

http://zenildalua-alfazema.blogspot.com/

Zenilda Lua disse...

Gosto muito da forma que se expressas,dessa misturança que fazes com os demais poetas.Um misto de acalanto, encantamento e prata amolecida, polindo a arte com as flores da interação e criatividade.
Palmas! Palmas! palmas!

http://zenildalua-alfazema.blogspot.com/