quarta-feira, 20 de maio de 2009

JIVM - GRÃO DE AREIA

foto Ricardo Prado

Antonio Calloni lendo o poema Grão de areia, de José Inácio Vieira de Melo


GRÃO DE AREIA

Para Carlos Moisés Soglia de Melo


Meu filho, vês aquele grão de areia?
É o teu pai nascendo para os mistérios.
E o que está agora a compor teus pensamentos
é a poeira cósmica dos intergalácticos sertões
pelos quais percorreu o grão de areia
até chegar aqui e nascer para este mundo.

Meu filho, aquele gigante que nos espreita?
É a sombra do grão de areia de onde vieste,
é o grito de teu pai mirando o Cosmo
e te invocando para o sacrifício da vida.

Meu filho, aquele seixo é o teu começo.
Tu o conduzirás às alturas das tuas possibilidades
em um sonho de aventuras e esperanças
que quando finda começa, e é assim mesmo.


JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

Um comentário:

Mazé disse...

É o que somos: Um grão de areia... Mas o amor faz com que cresçamos tanto... Seu poema é uma prova disso.