quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

JIVM - POEMA OBSCURO (QUADRILHA)

Ilustração: Ivonete Dias

POEMA OBSCURO (QUADRILHA)


Era uma vez um homem que não sabia mais o que fazer.
Então, de madrugada, um cavalo saiu montado na ventania
e uma formiga pegou a rabeca e nunca mais parou de tocar.
Certo dia, o sol foi embora e o homem acendeu o candeeiro.

O cavalo encontrou vários seguidores na sua peregrinação.
A formiga é solista das principais orquestras das cigarras.
O sol se casou com uma estrela de outra constelação.
O candeeiro se apagou e o homem escreveu um poema obscuro.


JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

3 comentários:

Cândida Montenegro disse...

Gosto dessa saga surreal e do diálogo com Drummond. Bem diferente e delirante. Muito bom.

Janaina Amado disse...

Gostei deste poema! Li textos do seu blog, me agradaram. Um abraço.

Janaina Amado disse...

Gostei deste poema! Li textos do seu blog, me agradaram. Um abraço.