domingo, 10 de agosto de 2008

JIVM - BÊNÇÃO


B Ê N Ç Ã O

Para Aloísio Vieira de Melo


Meu pai,
beijo suas mãos,
não como um homem
pretende beijar as de Deus,
mas como uma árvore
beija suas raízes.


JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

3 comentários:

Silvia disse...

Perfeito, Zé Inácio.
Rememorei o movimento de reverência e o fiz voltada para outra dimensão, eis que meu pai lá se encontra há dez terrenos anos.
Um abraço, Poeta

Bruno Gaudêncio disse...

Ode a memória dos pais presentes ou distantes...um lindo, curto e limpido olhar poético sobre a formação da alma do poeta.

Reinventandos--se disse...

Zé Inácio, sua força poética vem desse chão que alimenta seus versos e renova sua imaginação. Gosto dessa poesia marcada, a ferro e fogo, pelos símbolos nordestinos.
Um abraço cearense da
Lourdinha Leite Barbosa