quinta-feira, 3 de junho de 2010

TRÊS POEMAS DE ALEXANDRE COUTINHO

















JAZZ nº 19


eu provoco, invoco e me coloco
no meio do redemoinho
reteatralizo o desejo
invento mil máscaras
mesmo que esfaceladas
para forçar um diálogo
com teu corpo
ou com teus líquidos.
Invento um efeito qualquer
metamorfoses em cena. sujeito
e espectador. luzes no centro
que contorno. abalos na linguagem
dramas da imagem. sistemas lógicos
da ficção que invento:
uma história das fissuras
um caderno de tuas ausências
ou de meu feitiços. ou das doenças
do desejo. terreno que não se esvazia.
ritual da noite. chamamentos do dia.



JAZZ n°20


Eu já fui mais que esta sombra,
Tão noite como quem esquece
Luzes debaixo d´água. Sorriso de mil vias
Ondulações de umidade sobre a terra:
Contrários da mesma ordem
ou da linguagem das gentes;
Estudiosos da pintura
que nem sabem das velocidades,
fabricando paredes ou fundos
no côncavo das coisas:

- nos desconhecemos



NA FEBRE.


outras texturas. no delírio
a casa em chamas. quando te imagino

2 comentários:

Pablo Sá disse...

Adorei os poemas de Alexandre Coutinho, parabéns são muito bons.

Efigênia Coutinho disse...

"TRÊS POEMAS DE ALEXANDRE COUTINHO"

Boa poesia, gostei,
Efigenia Coutinho