sábado, 19 de junho de 2010

SANGUE NOVO - GIBRAN SOUSA



O DIVERSITAL DE GIBRAN SOUSA – Para GIBRAN SOUSA, o concretismo foi a maior invenção brasileira do século XX. E é com entusiasmo que ele fala dos seus expoentes e da influência que exercem em sua produção. Gibran, intitula-se um artista vário, apesar de ser conhecido como poeta. Gibran é firme em seus propósitos e criou uma maneira de fazer recitais que ele chama de Diversital, que consiste em performances poéticas nas quais ele aparece acompanhado de outros artistas das mais diversas linguagens. Gibran Sousa Evangelista é baiano, nascido em 1983. Formou-se em Farmácia pela UFBA, estuda Letras na UNEB, e abandonou Direito na UniJorge. Vamos conhecer um pouco desse jovem poeta que “Prefere o palco ao eterno, assim como o instante à estante”.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO – Como descobriu a poesia? E por que ser poeta?

GIBRAN SOUSA – Escrevo por que as mulheres existem. Todo o resto é somente uma resultante dessa existência, uma digressão anunciada. Através delas eu descobri a poesia me descobrindo. Pois enquanto sempre – e desde ainda – eu li compulsivamente. De modo a passar intermináveis períodos em bibliotecas e outros locais disseminantes de doenças respiratórias. Onde invariavelmente, pelo meu interesse na palavra, eu mirava as pernas - fingindo as páginas - nos rodapés da minha retina, retinta.
Naquela altura, numa dessas milhares-mulheres-páginas, li: Ezra Pound. E toda a poesia que eu supunha então existir: desistiu; deusistiu. Fiquei preocupadamente impressionado com aquilo, naquele. Pound niilizou todo o meu entendimento de poesia. Seu Vorticismo me apontou para Hulme, Yeats, e, sobretudo Joyce. Ele tornou-se - contraditoriamente - meu herói e minha heroína; meu porto seguro e meu portu-guês. Seus Cantos já preconizavam profeticamente os nossos Campos. E assim – depois dele: depois de tanto tudo: mudo - só me cabia acender a TV, vestir um par de chuteiras, ou mesmo fazer coisas sem nenhuma importância, como viver.

JIVM – você dialoga com a poesia visual? Artistas como Arnaldo Antunes parecem exercer uma forte influência em sua criação? Se eu estiver certo, fale como se deu essa aproximação e o que o fascina nessa maneira de se conceber a poesia?

GS – A meu ver toda poesia é visual, pois toda e qualquer e cada poesia é composta por signos, ideogramas, caracteres, loci-rupestres, imagens-origens, e (/ou) outros. Ou seja, representações multimídias e transmídias de foco-visagem.
Eu dialogo mnemônica e afetivamente com a poesia sonora, apesar de discordar criteriosamente dessa nomenclatura depreciativa. No entanto, utilizo sobremaneira elementos da poesia concreta, assim como da poesia impressionista e imagista.
O Arnaldo exerce pouca influência em minha criação. E isso não é bom, muito menos o contrário, nem chega a ser ruim. Quis sua influência, mas ela não me kiss. Desde então percebo em sua poesia um viés pelo qual a minha também pretende se lançar, porém, por v(e)ias dissonantes. Deixa eu me fazer entender: O concretismo concebe a estrutura-partícula-célula-poema mais comunicável da palavra. Pela síntese, lógica e caráter holístico proporcionado (desculpem-me os poetas tradicionais, subjetivos e cristãos). Entretanto, essa mesma poesia que veio se construindo da década de cinquenta pra já, é extremamente segmentária, ensimesmada e cabotina, apesar de imensamente midiática. Tanto que existem – inclusive - poetas se esforçando para entendê-la, sem, no entanto atingir o famigerado nirvana concreto. Basta assistir a um recital do Augusto de Campos, por exemplo - um dos poetas a quem mais admiro – e pode-se perceber que muitíssimos por cento do público compreendeu pouquíssimo da apresentação. E isso é fato (desculpem-me os poetas concretos, objetivos e pagãos). No entanto, aqueles que compreendem o seu rizoma-trânsito-mórfico ficam num alumbramento inefável. E onde eu caibo nisso? Na comunicabilidade. That is the answer. O Arnaldo faz – e eu também (suponho) - com que a estética da poesia mais comunicável do mundo, seja realmente, comunicável. Tornando a poesia concreta + AXÉssível.

JIVM – O que representa a poesia concreta par você? E a poesia contemporânea da Bahia, desperta a sua atenção? Autores como Florisvaldo Mattos, Myriam Fraga, Ruy Espinheira Filho e Luís Antonio Cajazeira Ramos lhe causam interesse?

GS – A poesia concreta - junto com a velha bossa nova - foi a maior invenção brasileira do século vinte. Ela está em toda a cultura de propaganda desse nosso planeta-vício, desde o craque até o crack. Suas ferramentas, inferências e aplicações recodificaram todo o universo midiático: TV, rádio, internet, fanzine, bula, bunda, HQ, batina, tatuagem etc. Porém, apenas a imensa minoria das pessoas entende de fato essa poesia e suas implicações, embora cientes (creio) dos seus artifícios utilizados no marketing, cinema, artes plásticas, mal como na música. Mas o que a pequena maioria não sabe, é que essa poesia – ainda tão jovem e fotogênica - tem parentes senis, em preto e branco, como o E. E. Cummings e o Mallarmé.
Existem alguns poetas fazendo coisas interessantes na Bahia, são pouquíssimos, mas existem. Principalmente no que tange à poesia performática e à poesia dramática. Existem também bons escritores, e eu acompanho seus poemas com curiosidade e atenção, nas bocas, books e blogs. No entanto, num corte quantitativo, grande parte dos nossos poetas somente alimenta o tempo.
Eu conheço as obras dos autores Florisvaldo Mattos, Myriam Fraga, Luís Antonio Cajazeira Ramos, e principalmente do Ruy Espinheira Filho, pois assim como você eu também não acredito em poeta que não lê poesia, sobretudo poesia contemporânea. Mas o interesse que tenho por eles está na mesma medida do interesse que eles têm por mim.

JIVM – Quais os livros de poesia que mais lhe fascinaram e quais seus poetas preferidos? E por quê?

GS – Os livros de poesia que + me fascinaram (e também me “faxinaram”) foram: Alcools – Apollinaire, The house of fame – Geoffrey Chaucer, Poemóbiles - Augusto de Campos, Algaravias - Waly Salomão, Cantos - Ezra Pound, Memórias Inventadas – Barros, Pedra do Sono – João Cabral, Òboe sommerso – Salvatore Quasimodo, entre outros.
Meus poetas preferidos são John Donne, Amy Lowell, Paul Valéry, Cummings, Mautner, F. S. Flint, Percy Shelley e Keats. Todos eles tiveram, têm e terão em mim uma coisa delicadamente comum: o interesse pelo novo. O não deixar se convencer pelas estruturas. Pois sou eutanasiamente atraído pelo risco estético. E é justamente isso que procuro a cada poema. Corromper silêncios, pausas, sons, sotaques, dicções, concatenações, perspectivas, imagens, timbres, intenções, sugestões, expressões, incorrespondências, texturas, delays, medos, verdades e demônios.
Não sou, entretanto, um tolo defensor de vanguardas ou hermetismos separatistas, pois sei desde Patativa e Schiller que essa compreensão de esquinas é necessária para a construção do novo de novo, pela tradição vigente. Até por que a tradição é isso: tudo aquilo o que nos espera; A invenção; É o “de onde vimos” e o “para onde vamos”. E toda a vanguarda é apenas o trans, a transa, o trânsito...

JIVM – Você tem um grupo que se apresenta fazendo performance poética, fale como é a sua movimentação e de seu grupo. E mais, algum livro para publicar? Algum projeto em via de realização? E o que mais?

GS – Criei um conceito estético chamado Diversital, que também é o nome do recital e do grupo. Mas não é um grupo, especificamente. Pois esse recital tende a acontecer com pessoas diferentes, exceto por mim. Explico: não existem componentes fixos. De modo que posso trabalhar com quem tenho vontade, sem obrigações. E através desse esteio ou suporte (sem suporte) pude trabalhar a palavra com inúmeras representações, tais como: teatro, cinema, fotografia e dança. Dessa forma realizei recitais com o músico Barná Cardoso, com a artista plástica Leilane Cedraz, com o cantor e escritor Jorge Mautner, com o grupo de teatro a Trupe dos Trupícios, com o sapateador Wilson Tavares, com a museóloga Mona Ribeiro, com o diretor Railson Oliveira, com o baixista Clécio Terêncio entre outros.
Tenho cinco livros escritos, nenhum publicado. Na verdade eu nunca fiz um esforço para que isso acontecesse, já houve até tentativa de acordo, ou lançamento em cooperativa, ou ainda uma proposta de uma pequena editora local, mas nunca me interessei suficientemente. Porém, pretendo e vou publicá-los Acredito que um verso meu resume bem a questão: “Prefiro o palco ao eterno, assim como instante à estante”. Mas sempre gostei mesmo foi de luz, de gente, de microfone. Gostei tanto que ainda gosto. E gosto de gostar. Gosto da vaia, do salto, e também gosto do chão. Gosto de você que me lê agora. Mas gosto mesmo é do não!

33 comentários:

Fabricio disse...

Fiquei muito FELIZ em saber que na nossa cultura ainda existem pessoas preocupadas em manter e resgatar a poesia.
Gostaria de parabenizar ao Gibran e dizer que sua carreira já é um sucesso!!

Carlos Arouca disse...

DO INICIO DA entrevista avistei gibran, e me sentir em casa, logo me sentir na plateia,na escola, na frente da tv e na tv digital, sem falar que me sentir em toda veia comunicativa...
e fiquei feliz que os acumulos de estantes que gibran fez é repassado ao seu publico
alvo de suas tentativas de clarear os cabelos da mocidade (juventudes) q tomam sempre o poder...
vai nessa diversatil que a vida cabe mais um...
as criticas vem e vão como os artistas.
e do que não gosto , morre comigo.
e do que gosta , aconselho que vomite.

Pareta disse...

Inácio sempre trazendo a nós os poetas contemporâneos. Ótima entrevista, o Gibran é uma figura sem igual, estilo único e grande pessoa, tenho conhecido de perto os trabalhos dele e adoro. Que continuem sempre assim, Gibran e Inácio, a poesia agradece.

Plínio Gomes disse...

Gibran! Espanto-me espantalho sempre espantando. Sei de sua palavra que não cansa e isso me basta. Adoro. Sério! Rindo.
Axé pela entrevista ao blog, ao dono do blog e ao Gibran.
Abraço perfumado

Monique Passos disse...

Conheço o trabalho de Gibran há um bom tempo e está, cada vez, melhor. E, cada vez, mais ele! Seu trabalho é reconhecível pela genialidade e originalidade. Não por temáticas e recursos repetitivos (que muitos confundem como “marcas” de determinado artista). Eis um artista, verdadeiramente, de vanguarda; que está sempre adiante. E isto, às vezes, assusta os "pouco dispostos" – polêmico é sempre um dos adjetivos usados para descrever Gibran...
Melhor que lê-lo, é “ouvê-lo”. Gibran não seduz; ele hipnotiza: seu tom de voz, a cadência com a qual recita seus poemas, suas expressões faciais, a forma como gesticula, seu entusiasmo, a maneira como reage à reação de seus espectadores... O conjunto torna suas palavras, ainda mais, fascinantes!

Renato Sampaio disse...

Gibran Sousa é um gênio, falo isso sem exageros. A cultura baiana um dia terá que chegar no nível desse cara. Que na minha opinião já está entre os três melhores poetas da Bahia.

Pablo Alves disse...

Depois eu q sou andróide! hahahahha...Parabéns meu caro Gilbran! :D

Susie disse...

Algumas pessoas acreditam que a arte é uma escolha, mas na verdade é ela que seleciona seus seguidores.
Gibran e sua transcedental visão do "todo", sempre me impressiona, não é ele que narra a trajetória da arte em sua vida, mas a própria arte que faz dele parte dela.
O que era distante, torna-se próximo, e o que já foi pesado, nem parece tão perturbador, a sua forma, ou "fórmula", curiosa de "jogar" com as palavras, transforma sua poesia tão intrigante quanto ele...
Acredito que registramos um pouco o reflexo de nós, e penso sempre na intenção do escritor, ao publicar, tal texto, ou frase...
Gibran Sousa, revoluciona com seus versos, quebrando paradigmas, e trazendo a diversificação, a imensidão que há em seu ser, e no universo que nos rodeia...

Jacqueline disse...

Inquestionavelmente, Gibran presenteia-nos com a sua poesia criativa, inteligente, livre e audaz.
Seja através do “sim” seja do “não”, consegue “corromper silêncios, pausas, sons, sotaques, dicções, concatenações, perspectivas, imagens, timbres, sugestões, expressões [...]” dos (e nos) leitores.
Que o seu “interesse na palavra”, amigo poeta (e poeta amigo), continue se desdobrando na criação, desconstrução e inovação do dado, apresentado e (re)vivido.
Um abraço.
Jacqueline Aleixo

Eduardo José - Dudu disse...

Há muito tempo a originalidade foi banida do mundo.
Se é que há possibilidade de resgatá-la, seu nome é GIBRAN.
Vanguarda é seu apanágio.
(H)Um_Mano ser (foi - é - e - será) além do contemporâneo, mais dentro de seu tempo.
Mais do que criatividade, Gibran proporciona vida às palavras, parece que os textos criam mãos, pernas e bocas para sorrir, tremer, apertar e abraçar-nos durante a leitura (se é que não podemos chamar de uma "deleitura").
É com essas singelas palavras que parabenizo ao José Inácio pela excelente entrevista e pelo bom gosto na seleção do entrevistado.
Ao Gribran, um forte abraço e que você continue sendo, mas sem esquecer que sempre estamos.

' Milla disse...

Gibran Souza o poeta do ego feminino, o encanto em pessoa física! Parabéns pela entrevista e Parabéns ao entrevistado. Parabéns Ban!

Julia serra ] july] disse...

Conheco o gibran ha mt tempo, falar que ele e inteligente e redundante, nunca vi ninguem tão novo que ja e tao culto, e ele vai da mais alta cultura ata a mais popular, o encontrei uma vez num show de pagode reclamando do som da percussão dizendo que um instrumento la estava nao sei la como e o responsavel pelo som foi la e corrigiu. gibran e um sujeito atento sabio sem preconceitos, sabe escutar a todos, ate os moleques das ruas, mas ele tb fala muito hauhauha, n conheco ninguem q fale tanto, todo mundo fica parado ouvindo ele falar, ele e mt sedutor, mas tb e redundante dizer isso, ele e apaixonante, quanto a sua poesia acho que não preciso falar, depois que Jorge Maudtner no sarau do gibran disse que iria aprender a fazer poesia com o gibran, quem sou eu pra dizer o contrário. gibran sousa nao existe.

Anônimo disse...

Vi Gibran cantar uma vez e não tinha dimensão do caminho que ta construindo, fico muito feliz e orgulhosa em ver um trabalho impar nascendo na minha cidade! Parabéns!!!

ManuRocha

Rafênix.Novais disse...

GIBRAN, EMBORA NÃO PAREÇA VOCÊ EXISTE. O SER HUMANO JÁ POSSUI UMA MENTE POÉTICA, MUITAS VEZES RAQUÍTICAS, MAS AINDA ASSIM POÉTICAS E POUQUÍSSIMAS DAS PALAVRAS DITAS SÃO DIGNAS DE SEREM CHAMADAS DE POESIA. COM VOCÊ É DIFERENTE E ESTA ENTREVISTA FOI/É RICA E POÉTICA NÃO PELO FATO DO POETA TER SIDO ENTREVISTADO, MAS SIMPLESMENTE E BILHIONARIAMENTE PELO MOTIVO DO ELO QUE HÁ ENTRE SUA MENTE/IDÉIAS E PALAVRAS PROFERIDAS. "DESEJO À VOCÊ SUCESSO E AGRADEÇO POR TER DEIXADO UM POUCO DE SI AOS RAROS DE MIM."

DINHO disse...

ótimas respostas... inteligentes e bem humoradas. é muita informacão na cabeça de gibran, um grande intelectual, muito bom que ele compartilhe seu vastto conhecimento conosco. abraco véi. dinho

Jamile disse...

Gibran Sousa é uma poesia por si só.
É o adiante, o viaduto, o incêndio, a invenção!
A todo momento surpreende com seu amor pelo novo e nos permite viajar por seus versos fascinantes.

iglucadorno disse...

Gibran é gente fina. Mas é artista demais. E isto é uma crítica negativa.

Pablo Sá disse...

Incrível entrevista! Fazia tempo que não me via diante de uma cituação tã agradável. JIVM mais uma vez nos presentiando, e Gibran Sousa escrevendo seu nome no SANGUE NOVO.
Obrigado poetas!

Netinho disse...

Poxa eu não sou fã de poesia, dizer que entendo tudo... estaria mentindo, mas hoje pode ser o "início" de um grande poeta, que eu tenho orgulho de dizer que é meu primo rsrs mas ai quando aparecer muita mulher na porta... não esquece do primo rsrs abços... e Viva a cultura Brasileira aumentando cada vez mais com pessoas desses níveis de JIVM que trazem cultura para o Brasil :D

Mirdad disse...

"Mas o interesse que tenho por eles está na mesma medida do interesse que eles têm por mim".

Esse cabra é bom. Finalmente!

Samara disse...

Amei a entrevista! Vc eh incrivel. E alem de tudo, eh lindooo! Bjs Samara

leidedaianecastro disse...

Nooossa! Que bom que a poesia está reacendendo com vigor total e tão próximo da gente!!
Gibran, você está de parabéns! Que orgulho!!
Desejo a ti muito sucesso nesta sua carreira e que sejas muito feliz!
O que importa é fazermos o que gostamos e fazermos com todo nosso amor e nossa alma e VOCÊ preencheu todas estas qualidades!!

Muito sucesso!

EDGAR disse...

Faz muito tempo q naum vejo nada taum surpreendente, esse cara eh muito bom mesmo, eh profundo sem ser difícil, interessante sem ser óbvio, inteligente sem ser chato. Grande entrevista. Gibran Sousa e JIVM, a Bahia precisa de vcs.

Ilmaralina disse...

Lindo é ver/ler/sentir as palavras de Gibran! Musicais, firmes, delicadas, concretas, abstratas, serenas, tão verdadeiras e tão falsas! Uma poesia que se desdobra na palavra e pela palavra. Que bom ver crescer o perfume de poesia em espaços novos, diante de um sistema bruto e árido, ver uma flor nascer do asfalto. Parabéns JIVM pela iniciativa! Parabéns Gibran pela delicadeza e pela arte de trabalhar a palavra!

Sara disse...

Nossa, gostei muito da entrevista - e gosto muito de poesia, mas não tenho tooodo esse conhecimento do assunto, mas isso não diminui o meu gosto pela arte, criatividade... apoio tudo o que tem a ver. Gibran sou sua fã. Desejo que vc seja um sucesso e tenha certeza que faço questão de ter pelo menos 1 dos seus livros, quando forem editados (e se for autografado: MELHOR AINDA!!). BjussssSara.

Catarina Vilaronga disse...

Adorei a entrevista, muito boa.
Viva a Poesia...

Neuma disse...

Fiquei muito feliz em ver a grande originalidade e conhecimento expandido de alguém de perto...
Fico até sem saber usar as palavras ao ver o nivel de conhecimento e cultura de um tão jovem moço... Vc é EXPETACULAR GIBRAN!
PARABÉNS GAROTO!

Nutricionista Andréia Carvalho disse...

Adorei a entrevista. Muito boa!!!
Você consegue nos aproximar mais da poesia com sua brilhante criatividades.
Fiquei curiosa pra conhecer seu trabalho mais de perto.
Um grande abraço e muito mais sucesso!!!

Jorge Ferreira disse...

Não serei repetitivo, não farei comentários melosos. Ser prolixo é tudo que não quero ser. Prolixidade me incomoda. O Gibran é uma figura impar, talvez seja o único ser que entenda a minha relação conflituosa com o Pelourinho! Força Gibran.

Míl Souza disse...

Interessante mesmo seria se genialidade fosse transmitida pela pele. Pela genética sem ou
com-ciência ainda não comi. Ban estou precisando beber na fonte que é você. Bjos orgulhosos da contemporaneidade que dividimos.

Ivana Karoline - Grupo Concriz disse...

Apesar de não comungar com as ideias desse poeta sobre o concretismo, gostei muito dele. Ele sabe o que está dizendo. Fala com propriedade sobre as suas obras e as fazem bem.
Desejo sucesso, para você, José Inácio, nas descobertas dos "sangue novos" e para Gibran Sousa na carreira poeta que escolheu.

Alberto de Carvalho disse...

As palavras agradecem sua existencia, voce sabe como ninguem (j)untá-las, (trans)formá-las em mensagem real, versátil, concreta e sobretudo bela, falado e escrito. Gibran é teu nome - spoesia um dos seus sobrenomes.
Adorei sua entrevista como adoro um bom livro.
Mais sucesso pra voce.

iura muniz alves disse...

Tive a oportunidade de conhecer e conviver com esta grande figura e pessoa durante sua graduação em farmácia, na Ufba. Uma das pessoas mais inteligentes que conheço. Salve Gibran, meu mentor intelectual!