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Lançamento do livro Pedra Só em Campina Grande (17/05) e João Pessoa (18/05) |
DOSE
DUPLA DE PEDRA SÓ NA PARAÍBA |
O poeta José Inácio Vieira de Melo lança o livro Pedra Só nas duas maiores cidades da Paraíba: Campina Grande e João Pessoa. Nos dois eventos, José Inácio, alagoano radicado na Bahia, apresentará o recital "Aboios e parábolas da
Pedra Só", no qual faz um passeio por toda a sua obra.
Em Campina Grande o lançamento acontecerá no dia 17 de maio (sexta-feira), no
Museu Assis Chateaubriand (MAC), às 18 horas. Parte integrante do Sarau do
MAC, o evento contará com a participação de Bruno Gaudêncio, escritor e
historiador paraibano, que fará uma breve apresentação do poeta e de seu livro.
O MAC fica na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), na rua João Lélis, 581,
no bairro Catolé.
Em João Pessoa, capital paraibana, o lançamento será no dia 18 de maio
(sábado), no Bar do Elvis, às 17 horas. Desta vez, quem fará a apresentação do
livro será o poeta e crítico literário Hildeberto Barbosa Filho. O Bar do Elvis
fica na rua José Serrano Navarro (próximo a UFPB), em frente ao Porteiro do
Inferno.
Sexto livro de José Inácio Vieira de Melo, Pedra Só, publicado pela Escrituras Editora, de São Paulo, é o seu trabalho mais
autobiográfico. No capítulo de abertura, que nomeia o livro, traz um longo poema
dividido em 27 partes, revestido de tons épicos, flertando com a linguagem
bíblica e frequentando os lugares mais recônditos e inóspitos da sua memória,
em busca do barro fundamental – a poesia primeva – para fazer a ligação do seu
ser com a arte e criar seus poemas. No segundo capítulo, “Aboio Livre”, além de
continuar o movimento de retorno às suas origens, tão presente no capítulo
inicial, explora o lirismo de paisagens e personagens arquétipos do Sertão. A
terceira seção é a “Toada do Tempo”, em que usa com mais frequência o verso
medido e que situa o poeta dentro do tempo, medindo sua finitude e,
paradoxalmente, fazendo-o perceber-se atemporal. A quarta seção, chamada
“Partituras”, é onde aparecem as cantigas e os cânticos de louvor. E, por
derradeiro, o capítulo “Parábolas”, em que acentua o surrealismo, criando uma
esfera fantástica impregnada de misticismo.