segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SANGUE NOVO - ANDRÉ GUERRA



O ENCONTRO CONSIGO, A CONTEMPLAÇÃO DA ETERNIDADE – ANDRÉ GUERRA Nasceu em 1982, em Salvador, onde reside. É formado em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia. É professor de Literatura brasileira voltada para o vestibular e, como tal, afirma que na sala de aula, apesar do direcionamento ao vestibular, sempre há espaço para explorar as belezas que vão muito além de uma mera prova. André Guerra é um poeta da essência, que faz poesia em busca de si mesmo. Vamos, então, conhecer um pouco desse poeta que alça vôo à eternidade.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO – André, o que lhe move a fazer um poema? Onde você pretende chegar com a sua poesia?

ANDRÉ GUERRA – Um poema é a minha maneira de estar no mundo, de quebrar amarras, de mergulhar na vida pela arte. E a arte é a prova concreta e irrefutável da essência positiva do homem. Com a poesia pretendo chegar a mim mesmo e contemplar a eternidade.

JIVM – Você é professor de Literatura. De que maneira a poesia entra na sala de aula? Como os alunos a recebem? A poesia contemporânea da Bahia é apresentada para esses jovens?

AG – A sala de aula é um campo aberto para o contato com a poesia, em sua grande parte voltada para o vestibular, é verdade, mas sempre há espaço para explorar as belezas que vão muito além de uma mera prova. Assim, desde Camões, Augusto dos Anjos, os tantos Andrades, da poesia, Manuel Bandeira, Cecília, Vinícius, João Cabral, Ferreira Gullar, Ruy Espinheira Filho, Myriam Fraga, Paulo Leminski, Arnaldo Antunes, José Inácio Vieira de Melo ganham vida eterna nas conversas com os alunos.
Vez por outra ainda tenho a grata recompensa de encontrar jovens amantes e fazedores de poemas.

JIVM – Como a poesia chegou em sua vida? Qual o primeiro livro de poemas que leu? Quais as suas grandes influências?

AG – Pelo que me lembro, meu primeiro contato com a poesia se deu aos oito anos, quando minha mãe disse para mim o famoso poema de Casimiro de Abreu. Nunca esqueci. Lembro também de sentir um fascínio muito grande pelo filme “Sociedade dos Poetas Mortos”. Desde então venho aprendendo a escrever. Nesse processo, algumas pessoas me indicaram caminhos da poesia. Professores, como Paulo Monteiro e Antônia Herrera, e amigos como o querido José Inácio, de cuja poesia sou admirador.
Quanto às influências, destaco Carlos Drummond, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto.

JIVM – Nestes tempos de fragmentação da identidade e do elogio à especialização, à velocidade, ao tecnicismo, fazer e ler poesia é perder tempo?

AG – É como diz Paulinho da Viola: “mas é preciso viver, e viver não é brincadeira não...” Com as atribulações e demandas contemporâneas, ler e fazer poesia requer um momento de escolha, de entrega. Eu particularmente sinto falta de mais momentos para dedicar-me a essa prática. Se não tomarmos cuidado, a maquinização é capaz de ofuscar uma manifestação vital para que haja algum colorido em meio à “selva” em que vivemos.

JIVM – Qual a relevância de participar de uma coletânea de poetas como é o caso desse projeto Sangue Novo? E no mais, o que anda fazendo no reino das artes? Algum livro pronto?

AG – Para mim é uma grata oportunidade participar desse projeto. Admiro, além da sua poética, Inácio, sua dedicação ao universo da poesia. É preciso fibra para desempenhar um papel como o seu no cenário atual.
Tenho, sim, um livro pronto. Quem sabe esse projeto me inspira a levá-lo às vias de fato.

10 comentários:

Lidi disse...

Bem-vindo ao Sangue Novo, André.

Fabrício disse...

Bem vindo meu caro.

Gosto das respostas curtas que dizem muito.


^^

Anônimo disse...

Que linda estas poesias...
André, você só esqueceu de dizer o quanto seus alunos adoram suas aulas, e clamam pelo violão...

Estou orgulhosa desse professor

bárbara disse...

Eita meu orgulho...rsrs..
Parabéns André!! e leve seu livro às vias de fato..garanto que compro..rsrs..mas quero autografado!! heueuhue

e que o blog continue trazendo SANGUE NOVO para o nosso deleite...

É fascinante a transformação das palavras e idéias..em ARTE!!

Georgio Rios disse...

Meu caro André, bem vindo ao clube, e chegas bem em tuas palavras.Parabéns!

Flamarion Silva disse...

Parabéns, André!
Sucesso!
Abraço.

Ricardo Thadeu disse...

parabéns pela entrevista, André.
e bem-vindo ao Sangue Novo.

¡hasta luego!

Álvaro Andrade disse...

Haha também fui aluno de Paulo Monteiro, mas até então não escrevia poesia. No entanto, adorava quando ele declamava os poemas. Voz marcante, forte, rasgada de fumaça. Até hoje, volto e meia, me recordo do seu timbre e entonação enquanto leio alguns poemas...

Se os professores de literatura soubessem a importancia que tem (e poderiam ter)...

Gildeone dos Santos Oliveira disse...

Bem-vindo ao Sangue Novo André.
Parabéns pela dedicação à poesia!

Tatiane disse...

Parabéns!! André adorei a poesia só esqueceu de dizer o quanto seus alunos adoram suas aulas, e clamam pelo violão... bjoss