quarta-feira, 28 de maio de 2014

O POETA CELDO BRAGA E O GRUPO IMBAÚBA TRAZEM A POESIA DA AMAZÔNIA PARA MARACÁS - PROJETO UMA PROSA SOBRE VERSOS - 7ª EDIÇÃO


A POESIA E A MÚSICA DA AMAZÔNIA NA CIDADE DE MARACÁS 
Projeto Uma Prosa sobre Versos chega a sua 7ª edição 

Iniciado em março de 2008, o projeto Uma Prosa Sobre Versos (UPSV) se destaca como uma experiência de sucesso no rol dos eventos literários com foco na produção poética. Autores de vários cantos do país já participaram da programação, a exemplo de Roberval Pereyr (BA), Jorge de Souza Araujo (BA), Astrid Cabral (AM/RJ), Ruy Espinheira Filho (BA), Salgado Maranhão (MA/RJ), Alexandre Bonafim (MG/GO), Igor Fagundes (RJ),Helena Ortiz (RS/RJ), Lima Trindade (DF/BA), Raimundo Gadelha (PB/SP),Myriam Fraga (BA), Antonio Miranda (MA/DF) e José Inácio Vieira de Melo(AL/BA), dentre tantos outros artistas da palavra, que trouxeram o brilho de suas obras e suas presenças. 
Realizado pela Prefeitura de Maracás, ao longo desses anos o UPSV tem contado com valiosos parceiros: o Grupo Concriz, formado por recitadores de poesia, que monta um espetáculo a partir do trabalho de cada escritor; o artesão Manoel Paciência, responsável pelo ornamentação e iluminação do espaço do evento; e o poeta e jornalista José Inácio Vieira de Melo, curador do projeto e importante mobilizador e divulgador da cultura de Maracás. 
Para a primeira noite do UPSV - edição 2014, teremos a presença do ilustríssimo poeta e músico amazonense, Celdo Braga, autor dos livros Cordel Verde, Entranhas do Mato, O Eco das Águas, Água e Farinha e Varal - Sonhos ao Sol. Com um trabalho musical reconhecido, é o fundador do grupo Raízes Caboclas, centrado na temática amazônica. Atualmente está se dedicando a outro projeto musical, o Imbaúba. 
Celdo Braga se apresentará no Auditório Municipal de Maracás no dia 30 de maio, a partir das 19h30, ao lado de dois músicos integrantes do Grupo Imbaúba: a cantora paraense Sofia Amoedo e o percussionista amazonense João Paulo. Vale a pena prestigiar este momento.

sábado, 24 de maio de 2014

PROGRAMA ASSEMBLÉIA LITERATURA ENTREVISTA O POETA JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO


Entrevista do poeta José Inácio Vieira de Melo concedida a Claudius Portugal, no programa Assembleia Literatura, da TV Assembleia, em Salvador, Bahia. A entrevista foi gravada em 23 de abril de 2014 e foi ao ar no início de maio. Teve como temática principal a trajetória poética de José Inácio Vieira de Melo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

JIVM NA 1ª FEIRA CULTURAL PLURAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA

Clique na imagem para ler a programação de Literatura

1ª Feira Cultural Plural de Vitória da Conquista 
17 de maio de 2014, das 12 às 21 hs, Sítio Reviver

Sob a supervisão de Walmária Caires, a Livraria Nobel, parceira da nossa Feira, realizará uma programação super especial. Tendo a participação de nomes conhecidos que possuem forte ligação com o universo da literatura em nossa cidade, a programação será direcionada para todos os públicos e envolve contação de histórias para crianças, recitais, discussões acerca da poesia e suas nuances e o lançamento de livros de autores renomados.

Vale lembrar também que, a Livraria Nobel é um dos pontos de venda dos nossos ingressos. Já garantiu o seu? Corre lá!

Mais informações na página da I Feira Cultural Plural:

segunda-feira, 12 de maio de 2014

JIVM - A ROSA VIVA


A ROSA VIVA
Poema de José Inácio Vieira de Melo
do livro Roseiral (Escrituras Editora, 2010),
recitado pelo autor.
Música de Leandro Dias e Vital Lima,
interpretada por Patricia Bastos.
Fotografia: Ricardo Prado
Edição de áudio: Vandex
Edição de vídeo: JIVM

sexta-feira, 9 de maio de 2014

TANTOS EUS EM TORNO DE MIM

Por José Inácio Vieira de Melo


Estilhaços de um ser fragmentado ou explosão de vozes que saíram do casulo, Outros eus é um livro que caminha, o tempo todo, em direção à unidade do ser. São tantos “eus” em forma de “mim” que aparecem neste caderno especular, que as letras chegam a adquirir feição própria, estampando no olhar do leitor o somatório de eus que conjugam Érica Azevedo.

Sair do casulo para enfrentar o mundo é um grande fascínio, porém cheio de riscos e, certamente, ninguém passa impune por essa viagem. No que se refere à sua escritura, Érica traça um caminho através de textos curtos, revelando-se uma expoente do minimalismo. Escreve como quem pinta um autorretrato à exaustão, utilizando sempre os mesmos matizes. Parece não ser por falta de outras opções cromáticas, mas por uma necessidade de se refazer naquelas mesmas cores em que confia, mesmo que esteja perdida em meio às suas escolhas. Mas quem está na busca é por que ainda não encontrou. E quem encontrou? Quem se encontrou? Assim, Érica primeiro se estranhece para depois se reconhecer, mas logo em seguida vem um novo estranhamento e, sucessivamente, outros eus se vão configurando.

Vozes, que representam um desencontro, ecoam por todo mapa do livro. Através dos retalhos de uma tempestade, chega-se à sua “Intimidade”: “Meu quarto é uma extensão / do lodo / e do gozo / do meu corpo”. Como o poeta itabirano, Érica também é gauche, tem um olho torto que a leva “por velhas estradas” até chegar “a um ponto morto”, sua herança e ressureição. E abre as pernas para a fecundação – é preciso  que nela algo se inscreva, é preciso renovar o mundo, mesmo que, em “Instantes”, “Uma bala / perpasse meu peito / bem devagarinho... // e sigo cheio de morte / pela vida”. Eis o imponderável: prosseguir com tantos eus em torno de mim.

Prefácio do livro Outros eus (Editora Kalango, 2013)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

GRUPO CONCRIZ

Meus amigos, vale a pena conferir esse tesouro que é o Grupo Concriz, na cidade de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, no interior do estado da Bahia.




No vídeo, recital do Grupo Concriz com poemas de José Inácio Vieira de Melo, Antonio Barreto, Elias José, Cecilia Meireles, Roberval Pereyr, Ferreira Gullar e Ruy Espinheira Filho. Emocionante!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

IRAY, UM CERTO ANJINHO MUITO ESPERTO

Por José Inácio Vieira de Melo


Iray Galrão nasceu para seguir seus sentimentos. E sempre quis ser professora, para poder partilhar com seus semelhantes aquilo que recebeu com tanto amor: o conhecimento.

Na infância, queria interpretar um anjo! Mas nunca foi chamada para desempenhar esse papel nas peças de teatro da escola em que estudava. Apesar de ter o cabelo cacheado, não era louro! Mesmo assim, ela nunca perdeu a graça e saía inventando peraltices para alegrar seus colegas, pois seu espírito não permitia que cortejasse sofrimentos. Iray nasceu para distribuir alegria.

E o tempo passa. E uma vida é vivida. E nada mais provável poderia acontecer do que Iray se tornar uma escritora. Não uma escritora qualquer, mas uma contadora de estórias que consegue, com domínio de linguagem, alcançar e deslumbrar leitores de todas as faixas etárias.

Bem, mas o que há de improvável na sua trajetória para que faça parte de uma coleção intitulada Autores Improváveis? É que Iray, além de escrever as estórias, faz também as ilustrações. Como se não bastasse, ao invés de desenhar e pintar as artes, ela as borda à mão, em um trabalho meticuloso que exige muito zelo.

Sabe aquele desejo de interpretar um anjo? Transformou-se em seu livro de estreia, O Anjinho Jojô.

Agora, chegou a vez de Bolota, a jabuticaba esperta, que acorda ao primeiro clarão do sol, para sentir as maravilhas do mundo que a rodeia.

Só mais uma coisinha! Sabe por que Iray Galrão nunca foi chamada para interpretar um anjo, nas peças escolares? Porque todos já percebiam que ela era um anjo de verdade!

Texto de apresentação do livro Bolota, uma certa jabuticaba muito esperta (Escrituras Editora, 2014)

terça-feira, 22 de abril de 2014

UM PEDAÇO DE CHUVA NO BOLSO DO SACERDOTE

José Inácio Vieira de Melo


José Geraldo Neres é um orixá da poesia, um poeta de terreiro que, com sua flecha de anjo trágico, acende as asas da emoção. Nos olhos de barro de Neres outros silêncios se anunciam, prenhes de signos, para compor a sinfonia do acaso. Neste novo livro, Neres, sacerdote inominável que carrega  um pedaço de chuva no bolso, segue por uma tempestade de metáforas, advindas de um longínquo abismo que abriga no peito. Alquimista do ABCDE, sopra dois dados no ar e nos mantêm suspensos na expectativa dos sonhos que brotam dos textos da sua escritura polifônica. Desde a estreia, com Pássaros de papel, Neres vem desenhando um outro Sol, com a sua macumbaria poética, em cada gesto e verso que compõe, realizando as núpcias das palavras estrangeiras, criando um código pessoal repleto de magia e de assombros. Aliás, a poética de José Geraldo Neres estende fronteiras, ao abarcar territórios desconhecidos, e sua criação prescinde de rótulos, é um fazer em si estendido ao outro, a derramar-se em possibilidades, em caminhos e encontros. Um poeta assim, tão cheio de vazios e de amplidões, só pode despertar florestas de arrepios.

Texto da contracapa do livro Um pedaço de chuva no bolso (Editora Kazuá, 2014)

terça-feira, 15 de abril de 2014

JIVM - "CERCA DE PEDRA" E OUTROS POEMAS - PROJETO QUINTA POÉTICA, NA CASA DAS ROSAS, EM SÃO PAULO



José Inácio Vieira de Melo no projeto Quinta Poética, na Casa das Rosas, em São Paulo, em 27 de março de 2014. Segunda parte da sua participação, recitando os poemas "Cerca de Pedra", "Registro da fala do silêncio", "Exercícios crísticos" e "Toada da despedida", todos de sua autoria.


CERCA DE PEDRA

Aqui, na Cerca de Pedra,
nesta noite caatingueira,
estou em silêncio, ouvindo
o silêncio das estrelas.

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO