terça-feira, 14 de julho de 2009

LUIZ - A PEÇA

Direção: Jackson Costa
Fotos: Gabriel Gomes

A peça Luiz foi encenada no dia 12 de julho de 2009, no núcleo Serenita, da UDV, em Lauro de Freitas, Bahia. Na peça, interpretei um vaqueiro cantando a toada Luiz e aboiando, logo depois da abertura com a cantora Margareth Menezes.













domingo, 5 de julho de 2009

VERÔNICA DE VATE - CARLOS BARBOSA

foto Ricardo Prado
CARLOS BARBOSA nasceu em 17 de maio de 1958, na fazenda dos avós maternos, no Brundué falado, município de Oliveira dos Brejinhos, vale do rio Paramirim, que deságua no de São Francisco. Criado em Ibotirama, margem direita do Velho Chico, cursou o ensino médio no Colégio Central, em Salvador. Estudou Odontologia na UFBA, curso que abandonou no último semestre para estudar Jornalismo, na mesma universidade. Até então cometia seus versos, escrevia letras de música, participava de festivais e teve seu primeiro texto em prosa premiado no Concurso Permanente de Contos do Jornal da Bahia (1977). Trabalhou na assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal na Bahia e na Matriz, em Brasília, onde ocupou cargos de assessor, gerente, chefe de divisão e gerente executivo da área de publicidade. Estudou Direito na UniCeub, em Brasília. Publicou seu primeiro livro de poemas, Água de Cacimba, em 1998. O segundo livro de poemas, Matalotagem e outros poemas da viagem, veio em 2006 pelo Selo Letras da Bahia. Em 2002, a Bom Texto Editora publicou seu romance A dama do Velho Chico, selecionado pelo MEC para o PNBE 2009. Em 2002, ainda, foi premiado pelo Ministério da Cultura por adaptação do romance A dama do Velho Chico para longa-metragem, no Concurso de Desenvolvimento de Roteiros realizado naquele ano. Em 2004, participou da antologia Poesia de Brasilia, organizada por Joanyr de Oliveira, e da Antologia do Conto Brasiliense, organizada por Ronaldo Cagiano. Mantém um blogue na Internet “contosempre.zip.net”. Mora em Salvador.
*
Carlos Barbosa vai se apresentar, no próximo dia 11 de julho, no projeto Uma Prosa Sobre Versos, na cidade de Maracás, Bahia, coordenado por Edmar Vieira. O evento contará com a participação especial do Grupo Concriz, que fará um recital com poemas de Barbosa. O Grupo Concriz é composto por 22 jovens da comunidade maracaense e coordenado pelos irmãos Marcelo Nascimento e Vitor Nascimento Sá.


A PORTA NO CHÃO

há duas portas em meus olhos
do tipo corta-fogo

há uma dura mão-de-pilão
em meu coração

e minhas mãos colhem
toda manhã
o orvalho que cobre meu peito

há sempre uma porta no chão,
meu eterno tropeço

CARLOS BARBOSA

CARLOS BARBOSA - LEMBRANÇAS DE VIAGEM


LEMBRANÇAS DE VIAGEM

Ele não se lembra bem como aconteceu. Perdeu o controle do carro e saiu da estrada. Assim como quem sobe a calçada para cumprimentar pessoas, ele e o carro tocaram árvores, uma depois da outra, e quedaram-se, cada qual em seu cantinho de mato.
Não tardou muito e os outros surgiram no local do acidente. Primeiro, curiosos; depois, sorrateiros.
Ele os viu, um a um, revirarem o carro e levarem seus pertences; depois, assistiu depenarem seu próprio corpo - não podia mexer-se, não podia falar.
Os outros o deixaram lá, gaveta revirada, e foram cuidar de suas vidas. Disso ele se lembra bem.

CARLOS BARBOSA

AOS NAVEGANTES

Por José Inácio Vieira de Melo

Para seguir viagem com Carlos Barbosa é preciso de pouca coisa. Matalotagem e outros poemas da viagem tem de quase tudo. Que rumo iremos tomar? Qual o destino? Não importa! A bússola do nosso timoneiro tem como norte magnético a poesia.
Então, começaremos por fazer um passeio pelo leito do “Poema em nove gotas para um rio franciscano”. Conosco estarão todos aqueles que um dia deslizaram pelas águas brasílicas do Velho Chico - desde as nações indígenas até o navegante italiano Américo Vespúcio, que o nomeou. Dentro do poema franciscano, as nove gotas clamam pela renovação das águas cálidas, que banham a integridade do país: “mirem:/ o rio está só!// sintam:/ o rio míngua!// ouçam:/ o rio geme!”. Carlos Barbosa rege cada movimento desta suíte de olhos bem abertos. Das pupilas de seus versos, podemos sentir toda emoção que dedica às águas do rio que perpassa a sua infância e a sua cidade de origem, Ibotirama. Mas sabe também que “o pôr-do-sol nas águas/ vale mais que a cidade// vale mais que a veleidade/ de qualquer humana obra”.
Ao sairmos das águas do Rio São Francisco, avistaremos um poemário de temáticas diversificadas, dividido em duas partes: “Matalotagem” e uma seleta da “Poesia anterior”, publicada em seu livro de estréia, Água de cacimba (1998). E é aí que se confirma a coerência lírica do poeta, pois, apesar da profusão de assuntos, sua caligrafia não treme e a linha de seus versos livres continua seguindo os mesmos caminhos tortos condicionados pelo homem que é.
“Caçador manco de seguir formigas”, anuncia a sua verdade: “nenhuma plenitude me atrai”.
E assim, fazendo “Exposição de motivos”, duvidando da própria sombra, Carlos Barbosa nos brinda com a água profunda de suas estrofes. Seja nos poemas inéditos ou na seleta dos já publicados, homenageia Brasília, cidade onde viveu (“busco-me entre poeiras planaltinas/ meu nariz perde o faro na esplanada”); dialoga com os poetas Manoel de Barros (“o livro sobre nada é tudo/ que resta daquela noite”) e Zé Limeira (“meu jejum é recheado/ de orvalho e de poesia”), que são algumas de suas principais referências; faz uma “Georação baiana” – espécie de itinerário místico por várias cidades da Bahia; e compreende que “o pior pecado é esquecer o caminho”. E nos alerta: “fugir, jamais/ escapar, sempre”.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

SAPIRANGA CONVIDA

Sapiranga ConVida
Temporada no Goethe Café (Pátio do ICBA)
Corredor da Vitória - Salvador - Bahia
Dias 07, 14, 21 e 28 de julho de 2009
Horário: 20 horas - Couvert: R$ 8,00

É o palco, a sala da casa do artista. Os elementos vívidos prevalecem em seu canto, gestos, expressões e sentidos que num facho de luz, cor e sombra dão forma, com seus versos, a outra vida que se recria a partir do seu universo.
Sapiranga

Sapiranga ConVida - Um espetáculo que revela as faces do Artista brasileiro, inventivo, vetor, antena do mundo, inteiro...

Sapiranga nesse espetáculo apresenta canções da Zona da Mata e também de Músicas Ebulição, ou seja, que demonstram vigor e contemporaneidade e que apontam outros rumos para a música brasileira. Serão apresentadas canções que falam de Amor e política (pensamento Social), reunindo vários estilos do Cancioneiro Nordestino.
O foco principal é a junção entre a Música e a Poesia. Os convidados especiais para cada noite, além de músicos de grande representação no cenário baiano e nacional, são também poetas do mesmo quilate. Para isso, sempre teremos a presença de Músicos e de um Poeta, a cada noite.
As canções que serão apresentadas em Sapiranga ConVida correspondem as várias facetas musicais que coabitam o pensamento do compositor, que utiliza os diversos ritmos brasileiros para compor o seu repertório. Um desses ritmos, o Caboclinho, é original do litoral baiano e é tido como a principal expressão da fusão da música Indígena com a música Negra. Sapiranga apresentará o Caboclinho de forma tradicional e moderna, em sua maneira peculiar de reinventar os ritmos e mexer em sua estrutura sem alterar a essência.
Nessa temporada, que contará com quatro espetáculos durante o mês de julho, Sapiranga receberá como convidados o cantor e compositor Alexandre Leão, o violonista e compositor Amadeu Alves e o poeta José Inácio Vieira de Melo; o cantador Tom Tom Flores, a cantora, violinista e rabequeira pernambucana Laila Rosa e a poetisa Lita Passos; o violonista Robson Barreto, a cantora e compositora Laura Dantas e o poeta Cardan Dantas; o cantor e compositor Roberto Mendes e o poeta Damário Dacruz. Todos esses artistas, em um enlace harmonioso, demonstrarão a diversidade e comunhão da nossa Bahia miscigenada.
Acompanhando Sapiranga, em toda a temporada, estarão os Multi-Instrumentistas, Antenor Cardoso e o Príncipe Uesdra.

Sapiranga ConVida - Programação

07/07 - Alexandre Leão, Amadeu Alves e José Inácio Vieira de Melo

14/07 - Tom Tom Flores, Laila Rosa e Lita Passos

21/07 - Robson Barreto, Laura Dantas e Cardan Dantas

28/07 - Roberto Mendes e Damário Dacruz

terça-feira, 23 de junho de 2009

VERÔNICA DE VATE - ADELMO OLIVEIRA


ADELMO José de OLIVEIRA nasceu em 13 de maio de 1934, na cidade de Itabuna, na Bahia. Em 1962, sob um júri formado por nomes de expressão da literatura brasileira, como Manuel Bandeira, Austregésilo de Athayde, José Carlos Lisboa e Pio de Los Casares, recebeu o Prêmio Nacional Luis de Góngora com ensaio “Góngora e o Sofrimento da Linguagem”. Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, 1966, participou do Movimento Cultural baiano escrevendo estudos, ensaios e poesias para os principais jornais e revistas de Salvador.
Publicou entre outros títulos: Canto da Hora Indefinida, 1960; Três Poemas, 1966; O Som dos Cavalos Selvagens, 1971; Cântico Para o Deus dos Ventos e das Águas, 1987; Espelho das Horas, 1991; O Canto Mínimo, 2000, Poemas da Vertigem (Antologia Poética), 2005. Participou de várias Antologias Poéticas editadas na Bahia, no Sul do País e no Exterior. Exerceu atividade política contra a Ditadura Militar, sendo preso por duas vezes e torturado. Foi eleito Deputado Estadual à Assembléia Legislativa do Estado da Bahia pelo antigo MDB em 1978.


BALADA DOS ERROS DE UM PROFETA


Joys laugh not! Sorrows weep not!
William Blake

Man, an explosion
walking through the night
in rich and intolerable loneliness
Walt Whitman


Trago para dentro do mundo
Longos dias sem manhã
Longas noites sem aurora
– Estrelas caídas de bruços
No vazio

Trago para dentro do mundo
A Voz – signo obscuro do medo
Grito de silêncio devorado pela esfinge
– Pedra-enígma da mente
Na vertigem

Trago para dentro do mundo
O Sol – zodíaco das trevas
– Touro selvagem empalhado
Cuja língua vomita da boca
Sangue coagulado

Trago para dentro do mundo
A Terra – bólide errante das esferas
– Assobio de náufragos e transeuntes cegos
Que trauteia um eco surdo nos ouvidos
E nos passos que se perdem

Trago para dentro do mundo
A Lua – corvo branco da noite
Que ludibria o terror das sombras
Que dissimula a morbidez da loucura
E afia seus punhais contra o desespero dos dragões

Trago para dentro do mundo
Este navio sem origem
– Este porto sem mar
Cuja âncora atraca na raiz das ruínas
Arquivos de ilusão

Trago para dentro do mundo
Aquilo que é o meu corpo
Aquilo que é a minha alma
– Sopro veloz de um único suspiro
Entre o início do princípio e o ocaso do fim


ADELMO OLIVEIRA
Ipitanga 14.02.2004

ADELMO OLIVEIRA - MONÓLOGO DAS VISÕES DO ACASO

Ilustração: Nacif Ganem















MONÓLOGO DAS VISÕES DO ACASO


Abro a boca das palavras
Sou a fala
Sou o grito
Sou um eco de silêncio do infinito
que perturba a razão deste enigma

Abro a boca das palavras
Sou a voz de um planeta aflito
– De carne
– De osso
– De espírito

– Espelhos do corpo e da alma
Sou um código que multiplica
estrelas andarilhas

Abro a boca das palavras
Sou mais treva que dia – sou o mito
Sou a multidão que delira
num palco que gira – que gira
entre a volúpia dos sonhos
o terror das máscaras
e o trânsito das coisas vazias
– Sou na paisagem veloz
um comboio de vagões
correndo atrás da fantasia

Mas
sentimentos são vísceras
– De cada paixão
– De cada amor
– De cada cicatriz
saltam milhões de travessias
E nem é preciso acordar no céu
os dragões da lua
E nem é preciso cravar na luz do peito
uma flor

Sentimentos são vísceras
– Se caio sobre um lençol de espumas
– me crucifico
– Se mais eu grito – a eternidade me confina

Enquanto a noite abrir a porteira dos dias
e pensar o coração
O verso nunca termina
– Da imaginação
nasce o ritmo e a melodia
– Poesia é a matriz dos sonhos e dos delírios
Cálice que derramei de vinho
na fronteira da página que lia

Abro a boca das palavras
– Acima ou abaixo dos anéis de Saturno
Do telescópio à periferia
Sentimentos são vísceras
– Trapézio que a mão trepida
sobre um fio de lâmina
Que equilibra – que equilibra
O impulso trágico da vida.


ADELMO OLIVEIRA

Praia da Aleluia, 19.12.06
Ipitanga

LINGUAGEM E VERTIGEM EM ADELMO OLIVEIRA

Por Izacyl Guimarães Ferreira

Num de seus mais belos poemas, “Traduzir-se”, Ferreira Gullar nos diz “uma parte de mim é só vertigem/ outra parte linguagem”.
Em seu belo livro Poemas da vertigem (Edições Arpoador, 2005) o poeta Adelmo Oliveira junta as duas partes, expressando sua vertigem – amorosa, mística, metafísica – numa linguagem a um tempo direta e clara e com algo de misteriosa, sobretudo na primeira seção, “Baladas”. Na segunda, a dos sonetos, a imposição da forma fixa o obriga a uma expressão menos difusa ou cifrada, pois sua estética é a de quem busca ser entendido.
Na terceira seção, “Outros poemas”, as formas são livres. Ao longo de todo o livro, perpassa um sentimento de insatisfação, apenas aqui e ali inexistente.
Que vertigens expressa? Nos últimos versos do livro, no poema “Elegia do largo dos quinze mistérios” o poeta confessa: “Do outro lado do tempo / A canção é vazia /A paixão é morta / A estrela é fria// A palavra / A palavra é só a solidão escrita.”
Para chegar a esta conclusão cheia de angústia, seus versos vertiginosos no que dizem, mas controlados no dizer, constroem uma atmosfera pesarosa que só nos sonetos parece mais aliviada.
Mas o leitor atento pode, sem mesmo começar a ler o livro, antecipar o que o espera, pois a contra-capa reproduz um soneto que não deixa dúvida quanto ao teor geral do livro:

“Eu sou um velho ator sem palco e sem platéia
Que traz no cais do peito antigas ilusões
E do pouco que sabe interpreta lições
De palhaço que alegra os meninos da aldeia

Basta o dia raiar pelas bandas da aurora
- Levanta - bate a porta - e vai ganhar a rua
- Tropeça no silêncio em que flutua a lua
- Restos de solidão caminhando lá fora

Esqueço a dor - o espelho - as marcas do meu rosto
- Produtos do salário em que se paga o imposto
Cobrado pelo tempo e pelas fantasias

Andarilho do vento atravessando o acaso
Deixo a tarde no céu - o meu relógio atraso
E assim faço de mim a profissão dos dias
”

Até mesmo as epígrafes do livro emolduram o desconsolo enorme desta bem realizada poesia de um autor ciente de sua arte, pois vai escolher do otimista Walt Whitman estes versos:

"Man, an explosion
Walking through the night
In rich and intolerable loneliness"

Maria da Conceição Paranhos assina um douto posfácio que bem de perto acompanha a poética de Adelmo, que imerso nestas vertigens consegue um rigor expressivo que só a experiência de um veterano sabe manter, juntando insólitas imagens e dores autênticas e profundas, não só suas, mas de uma visão de mundo que pode ser tida como queixa universal.
E as dualidades dos poemas são muito bem caracterizadas pelo título feliz do posfácio: “Poeta da sábia e profética inocência”. Elucidativa também da poética de Adelmo é a epígrafe do posfácio, de um texto de G: Bataille, “L’Impossinle”, de 1962:

“La poésie n’est pas la connaissance de soi-même,encore moín l’experience d’un lontain possible ( de ce qui auparavant n’était pas) mais la simple évocation par des mots de possibiltés inaccesibles.”

Chega a ser deplorável que um poeta deste porte, já passado dos setenta, não tenha o reconhecimento de sua arte, ainda que conhecido em sua Bahia e com obra extensa e diversificada. Mas o tempo saberá corrigir suas falhas.


Izacyl Guimarães Ferreira escreve, traduz e comenta poesia. Edita a revista “O Escritor” e o portal www.ube.org.br, da União Brasileira de Escritores, em São Paulo, entidade da qual é Presidente do Conselho. Tem 15 livros publicados, entre eles "Discurso urbano" (2007), vencedor do Prêmio de Literatura 2008 da Academia Brasileira de Letras , categoria poesia.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

UM GRANDE ENCONTRO

Este encontro aconteceu no dia 21 de abril de 2009, durante a 9ª Bienal do Livro da Bahia. Mais uma vez meu amigo Ricardo Prado, grande fotógrafo, estava presente e fez não apenas um registro de um encontro de escritores, mas revelou atravez de suas lentes a mágca da amizade de pessoas que amam a literatura. O encontro aconteceu no Largo Dois de Julho, em Salvador. Começou no restaurante Líder, onde almoçamos. Guiomar de Grammont, talentosa escritora mineira e musa do nosso encontro, teve que partir antes mesmo da refeição terminar, por ter um compromisso na Bienal. Então ficamos em seis, contando com a presença de Ricardo, que apesar de não aparecer nas fotos, por ser o artista das lentes, foi uma presença marcante. Para mim, foi um momento singular, dentre tantos que ultimamente a literatura tem me proporcionado.

Mayrant Gallo (BA), Márcio Souza (AM), Guiomar de Grammont (MG), José Inácio Vieira de Melo (AL - BA), Ronaldo Correia de Brito (CE - PE) e Lima Trindade (DF - BA). Fotógrafo: Ricardo Prado (MG - BA)

José Inácio Vieira de Melo, Guiomar de Grammont e Mayrant Gallo

Márcio Souza, autor dos romances “Galvez – imperador do Acre” e “Mad Maria”; Lima Trindade, autor dos livros de contos “Todo sol mais o espírito santo” e “Corações blues e serpentinas”; José Inácio Vieira de Melo, autor dos livros de poemas “A terceira romaria” e “A infância do centauro”; Ronaldo Correia de Brito, autor do livro de contos “Faca” e do romance “Galiléia”; e Mayrant Gallo, autor do livro de contos “O inédito de Kafka” e do livro de poemas “Recordações de andar exausto”.

Em pé: Mayrant Gallo e Ronaldo Correia de Brito. Sentados: José Inácio Vieira de Melo, Lima Trindade e Márcio Souza. Fotógrafo: Ricardo Prado.

Mayrant Gallo, José Inácio Vieira de Melo e Ronaldo Correia de Brito

José Inácio Vieira de Melo, Ronaldo Correia de Brito e Márcio Souza

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HAI-KAIS AOS MESTRES II

José Inácio Vieira de Melo


O ANDARILHO

Adelmo Oliveira:
vertigens de um andarilho
na sua algibeira.


O ESPANTALHO

Francisco Carvalho,
centauro dos epitáfios,
rei dos espantalhos.


O INVENTOR

É Gerardo Mello
Mourão da nossa nação
o inventor o Homero.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

VERÔNICA DE VATE - DAMÁRIO DACRUZ

DAMÁRIO DACRUZ é Soterocachoeirano, nascido em Salvador e Cidadão da Cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano. Poeta, fotógrafo, jornalista, publicitário e produtor cultural. Graduado pela UFBA e pós-graduado pela UNIFACS em comunicação. Faz poesia há 40 anos, começou em 1968, quando recebeu o prêmio de revelação da Seliba. Liderou movimentos de cultura e arte na universidade. Lutou pela Anistia política e contra a ditadura, foi editor de vários jornais de cultura, diretor de literatura da Fundação Cultural, sindicalista, gerente, coordenador de comunicação publicitária de empresas nacionais e multinacionais. Fotógrafo com várias exposições no Brasil e no exterior Sua poesia se espalha por centenas de jornais, revistas, sites, blogs e paredes da América Latina. Muitas. Prêmios, conferências e viagens a muitos lugares distantes e por diversas vezes. Três livros e mais de 30 posters-poemas publicados. Criador e coordenador- geral do Pouso da Palavra, espaço de arte, cultura e comunicação, em Cachoeira. Pertence a geração de poetas da Bahia dos anos 70/80. Atualmente exerce o cargo de coordenador de propaganda do Governo da Bahia.
*
Damário Dacruz vai apresentar-se, no próximo dia 5 de junho, no projeto Uma Prosa Sobre Versos, na cidade de Maracás, Bahia, coordenado por Edmar Vieira. Participação especial do Grupo Concriz, que apresentará um recital com poemas de Damário. O Grupo Concriz é composto por 22 jovens da comunidade maracaense e coordenado pelos irmãos Marcelo Nascimento e Vitor Nascimento Sá.


TODO RISCO


A possibilidade
de arriscar
é que nos faz homens.

Vôo perfeito
no espaço que criamos.

Ninguém decide
sobre os passos
que evitamos.

Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos.

Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.


DAMÁRIO DACRUZ

DAMÁRIO DACRUZ - CERTO VÔO



CERTO VÔO

Cada
pássaro
sabe
a rota
do retorno.

Cada
pássaro
sabe
a rota
de si.

Cada
pássaro,
na rota,
sabe-se
pássaro.

DAMÁRIO DACRUZ

segunda-feira, 1 de junho de 2009

9ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA - PRAÇA DE CORDEL E POESIA

O GRANDE ENCONTRO DOS POETAS BAIANOS

Para a Praça de Cordel e Poesia, na 9ª Bienal do Livro da Bahia, que aconteceu do dia 17 a 26 de abril, da qual fui curador e coordenador, convidei 101 poetas, um número bastante significativo. Artistas da palavra, de vários territórios do Estado, desfilaram seus versos durante os dez dias de celebração do livro, da palavra literária, da poesia e da leitura. Confira, abaixo, alguns momentos da Praça de Cordel e Poesia.

17/04 - JIVM e Carlos Moisés

17/04 - José Inácio Vieira de Melo

17/04 - Barná Cardoso, Raiça Bomfim e Gibran Sousa

17/04 - Antônio Barreto e Franklin Maxado

¹7/04 - Edgar Velame e Ivan Maia

18/04 - Leandro Tranquilino e Paraíba da Viola

19/04 - Marcus Vinicius Rodrigues, Martha Galrão e Nívia Maria Vasconcellos

20/04 - Wesley Correia, Sérgio Silva e Emmanuel Mirdad

21/04 - JIVM recitando entre a platéia

21/04 - Gina Alves, Ivana Karoline, Caroline Brito e Matheus Machado (Grupo Concriz - poetas, recitadores e afins, da cidade de Maracás)

21/04 - JIVM e Grupo Concriz (Gina, Ivana, Marcelo Nascimento, Vitor Nascimento Sá, Hermann Henrique, Matheus, Carol e Edmar Vieira)

21/04 - Antônio Barreto e Maria da Conceição Paranhos

23/04 - Thiago Lins, Georgio Rios, JIVM e Paulo André

23/04 - Jotacê Freitas

23/04 - Elizeu Moreira Paranaguá, Vânia Melo e Herculano Neto

24/04 - Kátia Borges e Mayrant Gallo

25/04 - Xangai, Cardan Dantas, Washington Queiroz e Paulo Pedro Pepeu

26/04 - Sapiranga

26/04 - Carla Visi

26/04 - Carla Visi lendo o poema "Jardim das Algarobeiras", do livro "A infância do Centauro", de José Inácio Vieira de Melo