terça-feira, 30 de julho de 2013

REVISTA DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA, EDIÇÃO Nº51


A Revista da Academia de Letras da Bahia, edição nº 51, será lançada nesta quinta-feira, 1º de agosto, às 18h, na sala de reuniões do Palacete Góes Calmon, sede da ALB, na Avenida Joana Angélica, 198, no bairro de Nazaré, em Salvador, com entrada franca. Mantendo uma tradição de mais de 50 anos, a Revista da Academia de Letras da Bahia é um veículo anual de literatura, artes e ideias, para a publicação de artigos, ensaios, poemas, contos e discursos dos acadêmicos, além da colaboração de outros poetas e escritores da Bahia, dos demais estados brasileiros e do exterior.
Nessa edição, a Revista da ALB traz textos de Aarón Rueda, Alain Saint-Saëns, Aleilton Fonseca, Antonella Rita Roscilli, Antonio Carlos Secchin, Antonio Maura, Aramis Ribeiro Costa, Carlos Ribeiro, Cássia Lopes, Consuelo Novais Sampaio, Consuelo Pondé de Sena, Cyro de Mattos, Dom Emanuel D’Able do Amaral, Dominique Stoenesco, Edivaldo M. Boaventura, Evelina Hoisel, Fernando da Rocha Peres, Flamarion Silva, Florisvaldo Mattos, Francisco Senna, Gláucia Lemos, Hélio Pólvora, Herculano Assis, Joaci Góes, João Eurico Matta, João Ubaldo Ribeiro, José Inácio Vieira de Melo, Luís Antonio Cajazeira Ramos, Manuel Anastácio, Maurício Melo Júnior, Max Alhau, Myriam Fraga, Rita Olivieri, Ruy Espinheira Filho, Siverio Duck e Waldir Freitas Oliveira.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO NO SARAU LITERÁRIO EM FEIRA DE SANTANA, NA BAHIA - REGISTROS


Projeto Diálogos Artísticos - SARAU LITERÁRIO 
Centro de Cultura Amélio Amorim - Feira de Santana – BA, 24 de julho de 2013

Com o poeta José Inácio Vieira de Melo, que lançou o livro e o cd "Pedra Só" e fez o recital "Os aboios e as parábolas da Pedra Só". Além do recital poético, houve apresentação de música com o cantor e compositor Marcel Torres e de dança com a bailarina Mitsuyana Matsuno. 

Gilna Saucha Salgado, José Inácio Vieira de Melo e Ana Maria Rosa

Franklin Maxado e José Inácio Vieira de Melo

Marcel Torres - cantor e compositor

Performance da dançarina Mitsuyana Matsuno

Performance da dançarina Mitsuyana Matsuno

Mitsuyana Matsuno

Larissa Rodrigues declamando poema de "Pedra Só"

Lua Marina recitando o poema "Barco"

Vários artistas declamando juntos um poema de José Inácio Vieira de Melo

José Inácio Vieira de Melo em recital "Os aboios e as parábolas da Pedra Só"

José Inácio Vieira de Melo: "Os aboios e as parábolas da Pedra Só"

Platéia do Centro de Cultura Amélio Amorim

José Inácio Vieira de Melo em recital "Os aboios e as parábolas da Pedra Só"

José Inácio Vieira de Melo em recital "Os aboios e as parábolas da Pedra Só"

José Inácio Vieira de Melo recebe mandala da artista plástica Lua Marina

Pedra Só - livro e cd

Lançamento de "Pedra Só"

José Geraldo W. Marques e José Inácio Vieira de Melo: dois poetas alagoanos

Marcel Torres e Camila Gonçalves, bela dupla de cantores

Gilna Saucha Salgado e José Inácio Vieira de Melo

Dáurea Cristina, Rhanna Rosa, Thays Carvalho, Lua Marina, Bruno Galego e Bruno Silva

Helena Rosa, José Inácio Vieira de Melo e Gal Rosa Moreira

Nívia Maria Vasconcellos, José Inácio Vieira de Melo e Rebeca Alves

Emerson Azevedo, Marcinha Costa, JIVM e Ana Maria Rosa - o poeta e os produtores do Sarau Literário

sexta-feira, 26 de julho de 2013

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO NO MERENDAS DE DONA FLOR, NA FUNDAÇÃO CASA DE JORGE AMADO


Depois do recesso junino, o projeto Merendas de Dona Flor volta a agitar as tardes de sábado no Centro Histórico de Salvador. A próxima edição do evento acontece no dia 27, a partir das 15h30, no Largo do Pelourinho. Promovido pela Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), essa edição ganha alguns destaques especiais: além do aulão promovido pelo Senac, ensinando ao público a preparar um quitute baiano, e de uma banda de chorinho, o evento vai contar com um recital de poesia promovido pelo poeta José Inácio Vieira de Melo.
Na ocasião o alagoano radicado na Bahia lança o livro Pedra Só, além de promover o recital Aboios e parábolas da Pedra Só, onde declama poemas que passeiam por toda a sua obra. Ele lança também o CD de poemas Pedra Só, que reúne 16 poemas do livro homônimo, recitados pelo próprio autor.

Sobre o projeto – Com o objetivo de incentivar a leitura da obra de Jorge Amado, os eventos são pequenas feiras gastronômicas que acontecem no Largo do Pelourinho, em frente à FCJA. Lá, diversas barracas vendem quitutes típicos da culinária baiana, presentes nos livros do escritor. Somado a isso, uma banda de chorinho se apresenta no palco armado à frente da Fundação, onde também acontece um aulão do Senac, ensinando ao público receitas de quitutes baianos.

MERENDAS DE DONA FLOR 2013
Quando: 27 de julho
Horário: 15h30 às 19h
Onde: Largo do Pelourinho – Em frente à Fundação Casa de Jorge Amado
Quanto: Gratuito
Produção: Fundação Casa de Jorge Amado e Baobá Produções Artísticas

domingo, 21 de julho de 2013

SARAU LITERÁRIO COM JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO - FEIRA DE SANTANA - BAHIA



O Projeto diálogos Artísticos realizará o primeiro SARAU LITERÁRIO na próxima quarta-feria (24/07), quando receberá o poeta, jornalista e produtor cultural José Inácio Vieira de Melo para lançar o livro Pedra Só e para fazer o recital Os aboios e as parábolas da Pedra Só. JIVM é natural de Alagoas, mas está radicado na Bahia desde 1988 e, é como poeta baiano, que se insere na cena literária brasileira. Já publicou os livros Códigos do silêncio (2000), Decifração de abismos (2002), A terceira romaria (2005), A infância do Centauro (2007), Roseiral (2010) e a antologia 50 poemas escolhidos pelo autor (2011).

Além do recital poético, haverá apresentação de música com o cantor e compositor Marcel Torres e de dança com a bailarina tribal Lyara Brito.

O evento acontecerá no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana, Bahia, no dia 24 de julho de 2013 (quarta-feira), às 19:30 hs - ENTRADA FRANCA

sábado, 20 de julho de 2013

JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO NO PROJETO TERÇAS POÉTICAS, EM BELO HORIZONTE - REGISTROS

Terças Poéticas - Encontro Internacional de Leitura, Vivência e Memória de Poesia - José Inácio Vieira de Melo - Lançamento do livro e do CD "Pedra Só" & homenagem a Jorge de Lima - Jardins Internos do Palácio das Artes - Belo Horizonte-MG, 16 de julho de 2013 

Francesco Napoli, Wilmar Silva e José Inácio Vieira de Melo - Gravação do programa "Tropofonia:
José Inácio Vieira de Melo e a Pedra Só", na Rádio UFMG Educativa, em 15 de julho de 2013

Wilmar Silva, poeta e coordenador do Terças Poéticas

JIVM & WS

José Inácio Vieira de Melo recitando "A pupila de Narciso"

José Inácio Vieira de Melo cantando "A pupila de Narciso"

José Inácio Vieira de Melo recitando o poema "Memória" 

 José Inácio Vieira de Melo recitando o poema "Exercícios crísticos"

Diálogo entre JIVM e Wilmar Silva

José Inácio Vieira de Melo lendo o poema "Pedra Só"

José Inácio Vieira de Melo soltando um aboio

José Inácio Vieira de Melo e a plateia atenta do Terças Poéticas 

JIVM recitando o poema "O grande desastre aéreo de ontem" de Jorge de Lima

José Inácio Vieira de Melo recitando "Poema de qualquer virgem" de Jorge de Lima

Daniel Rocha Silveira, JIVM, Amílio Torres, Patríca Chanely Silva Ricarte,
Álvaro Guedes Castilho Junior, Bianka de Andrade, Wilmar Silva e Jade

Pedra Só no Terças Poéticas

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A ARTE DA PEDRA É SER O SILÊNCIO QUE CRESCE

Por Bruno Gaudêncio

Foto: Ricardo Prado
"Uma poesia de forte teor telúrico onde os elementos do sertão são
montados e decantados numa dimensão universal e muitas vezes épica"

José Inácio Vieira de Melo é um dos principais nomes da poesia brasileira contemporânea. Alagoano, mas radicado na Bahia, sua lírica vem encantando e conquistando cada vez mais o destaque merecido no cenário nacional. Uma poesia de forte teor telúrico onde os elementos do sertão são montados e decantados numa dimensão universal e muitas vezes épica.

Pedra Só (Escrituras Editora, 2012) é o exemplo claro desta concepção estilística.  José Inácio Vieira de Melo constrói “pedra por pedra a sua solidão”, num silêncio acompanhado por referências estéticas e dialógicas que vão desde Gerardo Mello Mourão, passando por Herberto Helder e Cecília Meireles, chegando aos cantadores e vaqueiros do sertão nordestino, numa toada densa produzida a partir de uma maquinaria refinada e sonora: “Minhas mãos trabalham na imensidão./ Longa batalha em busca da beleza”, diz o poeta no poema “Aurora”.

O livro começa com um poema longo, que dá nome a obra: “Pedra Só. Depois sua lírica vai se mostrando em outras sessões intituladas “Aboio Livre”, “Toada do Tempo”, “Partituras”, “Parábolas”, o que dão o calibre musical de um alento cavalgado no ritmo dos sertões. Não é toa que a Fazenda Pedra Só é o fio condutor, matéria e a espinha dorsal de toda a obra. O nome poético da fazenda, da pedra solitária, onde dia a dia o seu ofício é refinado, amolado, curtido, implodido, em toda uma cartografia lírica.

Neste eixo poético elementos da atmosfera sertaneja (como cavalos, algarobas, poeira, éguas, entre outros) ganham uma dimensão antológica e universal. Amparado em figuras da antiguidade clássica, ou do mundo bíblico, José Inácio Vieira de Melo recria um sertão mítico de palavras e sons, que possui o seu próprio evangelho, numa lira onde a infância, a memória, a sexualidade se unem na tessitura de “um cavaleiro onde o fogo ganha dezenas de significados”:

          Eu regresso e lembro que fui, que sou e serei
          Um cavaleiro cozido nas brasas do Sertão,
          Dentro dos couros, com o sol no espinhaço,
          No meio do tempo, no meio dos tempos.

Nesta missão, no meio do tempo e da memória, personagens bíblicos e mitológicos dialogam, numa poesia liricamente demarcada pelo “épico da terra”, mas com garras firmes na universalidade ocidental, onde Teseu, Ulisses, Narciso, Davi e Homero se fazem presentes como personagens, assim como seus vaqueiros e animais, de ontem e de hoje, de sua lembrança e afetividade. Há espaços ainda para belas homenagens em sua Pedra Só, como a Leonardo da Vinci, a cidade de Ouro Preto, a poeta Mariana Ianelli e aos seus filhos Carlos Moisés e Gabriel Inácio.

Na poesia de José Inácio Vieira de Melo o domínio da linguagem é uma das principais marcas. Seu simbolismo reescreve a si mesmo no “útero da casa”, no chão de todas as coisas, onde as algarobas passeiam pela infância e a memória dança numa epifania do corpo e da declamação. Pedra Só, assim se apresenta como abrigo e santuário, como rubrica e transgressão, numa poesia marcante e nobre.


Bruno Gaudêncio é escritor, jornalista e historiador. Nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 1985. Publicou os livros O ofício de engordar as sombras (poesia, 2009), Cântico voraz do precipício (conto, 2011) e Acaso caos (poesia, 2013). Edita a revista eletrônica de literatura Blecaute (http://revistablecaute.blogspot.com/)


Texto publicado no blog Zona da Palavra (www.zonadapalavra.wordpress.com) em 7 de julho de 2013